terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Síndrome de abstinência/dependência psicológica e física

Considera-se que um indivíduo está com síndrome de abstinência quando coexistem nele determinados sintomas fisiológicos e psicológicos resultantes da interrupção abruta ou diminuição acentuada do consumo de uma substância. As células nervosas (neurónios) ficaram habituadas à administração de grandes quantidades do neurotransmissor artificial advindo do consumo da substância e o corpo habituado à presença dessa substância reage à modificação causada pela sua ausência.

O uso excessivo de todas as substâncias provoca dependência psicológica. Esta consiste na sensação experimentada pelo consumidor de que necessita da substância para atingir um melhor nível de atividade ou uma sensação de bem estar superior, recorrendo por isso de forma quase sistemática ao seu consumo.

Quando o organismo se adapta fisiologicamente ao consumo habitual de substância, verificando-se com a interrupção ou diminuição acentuada do consumo os sintomas característicos do síndrome de abstinência específicos da substância em causa, diz-se que a pessoa está com dependência física. Esta forma de dependência parece estar associada principalmente ao reforço negativo.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Drogas



DIZ NÃO ÀS DROGAS!!!!




Dá-se o nome de droga a toda e qualquer subatância lícita ou ilícita que apresenta consequências em alguns casos insignificantes e negligenciáveis mas que na maioria dos casos assumem proporções graves, sobretudo quando o indivíduo se torna dependente físico e/ou psicológico da substância. Um copo de vinho ou um charro, podem ser o objeto de uma primeira experiência que pela repetição pode ter efeitos graves num futuro mais ou menos distante, ou mesmo durante a fase em que se está sobre a sua influência.



UIA - Unidade de Inserção e Acompanhamento


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sessão Técnica "Infertilidade e Endometriose"

No passado dia 16 de fevereiro, os alunos da EPNazaré tiveram oportunidade de participar numa sessão técnica sobre Infertilidade e Endometriose.

A sessão técnica, que teve lugar na Biblioteca Municipal da Nazaré, pelas 14h30m nesta tarde de quinta-feira, iniciou com a Dra. Sílvia Brites, representante da Associação Portuguesa de Fertilidade/Infertilidade. De entre vários temas, os alunos ouviram falar de possíveis causas para a infertilidade, nomeadamente, o estilo de vida sedentário, o consumo de drogas lícitas e ilícitas e hereditariedade. A Dra. Sílvia alertou também para a consequência; não poder ter filhos e como esse problema afeta psicologicamente os casais. A medicina apresenta algumas alternativas aos casais como a inseminação artificial e a fertilização in vitro tantas vezes confundidas pelas pessoas e que também elas tiveram lugar de destaque nesta sessão.

A sessão técnica continuou com o tema da Endometriose, uma doença que pode causar a infertilidade na mulher. A endometriose ocorre quando o endométrio (camada de mucosa que reveste o útero por dentro) se encontra fora do seu lugar de origem, que é o útero. Este tecido incorrectamente desenvolvido é capaz de se instalar em qualquer sítio do abdómen, e inclusive, em lugares mais estranhos, como o umbigo ou os pulmões. é uma doença benigna mas que afetando outros órgãos pode tornar-se extremamente grave. Além deste conceito a Coordenadora do Grupo de Apoio a Mulheres com Endometriose, Susana Fonseca, alertou para a relação da Endometriose com os hábitos de vida, com as dificuldades de rastreio em consultas de ginecologia regulares e do dinheiro que se gasta nas operações e tratamentos. alertou ainda para as opções que as mulheres podem tomar numa situação destas: entre fazer o tratamento e não poder ter filhos, ou tentar arriscar engravidar e não conseguir engravidar acabando por ser novamente operada para retirar mais placas de endometriose.

Terminada a sessão de sensibilização, os alunos colocaram algumas questões pertinentes o que permite admitir que a sessão foi positiva.

Próximas ações da UES:

20 de março - Ação de sensibilização: "O consumo de drogas na Adolescência"

21 de março - Ação de informação e debate "A Homossexualidade e Bissexualidade em Discussão"

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Endometriose


Olá a todos!


Numa conversa informal no facebook com uma prima direita com quem não falava faz dois anos, fiquei a conhecer uma doença rara que se dá pelo nome de Endometriose.


Esta mensagem serve para divulgar este problema que atinge as mulheres em idade reprodutiva.


A endometriose é uma doença que se caracteriza pelo crescimento das placas de tecido endometrial, que normalmente só se encontra no revestimento interno uterino (endométrio), fora do útero.


Em geral, a endometriose costuma afectar só o revestimento da cavidade abdominal ou a superfície dos órgãos abdominais. O tecido endometrial que cresce fora do lugar (implante endometrial) muitas vezes desenvolve-se sobre os ovários e os ligamentos que sustêm o útero. Com menos frequência, pode fazê-lo na superfície externa dos intestinos delgado e grosso, nos ureteres (canais que vão desde os rins até à bexiga urinária), na bexiga, na vagina, nas cicatrizes cirúrgicas presentes no abdómen ou no revestimento interno da parede torácica (pleura). Em casos muito raros, pode ser encontrado tecido endometrial nos pulmões.


Dado que o crescimento do tecido endometrial fora do lugar responde às mesmas hormonas a que responde o que se encontra dentro do útero, este tecido pode sofrer hemorragias durante a menstruação, muitas vezes provocando cãibras abdominais, dor, irritação e a formação de tecido cicatricial. À medida que a doença avança, formam-se aderências (faixas fibrosas que prendem entre si estruturas que normalmente não o estão). O tecido endometrial fora da cavidade uterina e as aderências podem obstruir ou interferir no funcionamento dos órgãos. Em casos raros, as aderências bloqueiam o intestino.


A endometriose pode afectar em particular certas famílias e é mais frequente nos parentes do primeiro grau (mãe, irmã, filha) das mulheres que sofrem desta doença. Outros factores que aumentam o risco de endometriose são dar à luz pela primeira vez depois dos 30 anos, ser de etnia caucasiana e ter um útero anormal.


Calcula-se que cerca de 10 % a 15 % das mulheres que são menstruadas entre os 25 e os 44 anos sofrem de endometriose; também pode aparecer em adolescentes. Desconhece-se a percentagem exacta de casos porque o diagnóstico habitualmente só pode ser feito mediante uma visualização directa do tecido, geralmente durante uma intervenção cirúrgica. Entre 25 % e 50 % das mulheres estéreis sofrem de endometriose, o que pode impedir a fecundação. Com efeito, a endometriose grave pode provocar infertilidade ao bloquear a passagem do óvulo desde o ovário até ao útero. A endometriose ligeira também pode provocar esterilidade, mas neste caso o mecanismo que a provoca não é claro.


No caso da minha prima o tecido endometrial já está nos intestinos e tem operação marcada para dia 1 de Fevereiro.


Causas e sintomas
As causas da endometriose ainda não são conhecidas. As células do revestimento interno do útero deslocam-se de uma forma qualquer para zonas externas ao mesmo e continuam a crescer. Esta deslocação pode, talvez, dever-se ao facto de pequenos fragmentos do revestimento uterino, soltos durante a menstruação, retrocederem para as trompas de Falópio em direcção aos ovários até entrarem na cavidade abdominal, em vez de saírem com o fluxo menstrual através da vagina.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


O comportamento sexual pode ser um reflexo hereditário, um aspecto médico, cultural, circunstancial, etário e pessoal. A sexualidade é muito complexa, tanto qualitativamente como quantitativamente.


Hipersexualidade


A maioria das pessoas com sintomas de hipersexualidade não apresentam nenhum sintoma aparente, de outra disfunção neuropsiquiátrica. Será correcto pensar-se numa patologia para estas pessoas, ou seja, estamos perante uma condição médica, ética ou pessoal?


Para se pensar na hipersexualidade como patológica, segundo os autores e as directrizes da psicopatologia, o Comportamento Sexual Compulsivo deveria causar sofrimento emocional e proporcionar sérias consequências interpessoais, ocupacionais, familiares e financeiras. Mesmo assim, este seria um critério dúbio, pois se há uma sexualidade patológica, na qual o apetite e as fantasias sexuais aumentam a tal ponto que ocupam quase todos os pensamentos e sentimentos, estariamos perante um Obsessivo-Compulsivo com sintomatologia sexual.


Por outro lado, se a pessoa exige gratificação sexual sem maiores considerações éticas, morais e legais, envolvendo-se numa sucessão impulsiva e insaciável de prazeres, está-se perante uma Perturbação Borderline da Personalidade, com sintomas sexuais.


Contudo, o Comportamento Sexual Compulsivo pode ainda estar associado a outras doenças psiquiátricas, particularmente ao abuso de substâncias psicoactivas, Perturbações da Ansiedade, Perturbações da Personalidade e outras Perturbações do Controlo de Impulsos.


É muito difícil diagnosticar qualquer destas Perturbações ou Comportamentos de Hipersexualidade. Múltiplos factores devem ser tidos em consideração para um bom diagnóstico.


As pessoas devem deixar os termos ninfomania e donjuanismo, rótulos prejorativos que só trazem problemas na definição das Patologias relativas à Sexualidade.


Para mais informações consultem





segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sessões técnicas


Na passada sexta-feira a Unidade de Educação Sexual promoveu a realização de duas sessões técnicas na escola.

Os alunos de CTE.10.13 e CTR.10.13 foram as turmas que receberam a Dra. Hermengarda Pinto para mais um ano de apoio à Sexualidade saudável na Escola.

As turmas entusiasmaram-se com a sessão técnica, colocaram questões; em suma, colaboraram para o sucesso da sessão técnica.

Esperemos que os seus comportamentos e atitudes face à sexualidade evoluam favoravelmente tendo em vista a prevenção e a promoção da sua saúde.



Aproximam-se mais novidades da Unidade de Educação Sexual.



Até lá gostava de receber propostas dos nossos alunos para mais actividades da Unidade de Educação Sexual.



UES - Unidade de Educação Sexual

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


O autismo é visto como uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afecta a capacidade de comunicação do indivíduo, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente, segundo as normas que regulam essas respostas.




Diz-se muito que um autista tem um atraso no desenvolvimento cognitivo, contudo estes indivíduos podem ter competências bastante desenvolvidas.




Alguma vez viram uma pessoa a desenhar em espelho? A falar outra língua que não a sua de forma corrente e clara?




É possível que sim, mas são poucas que conseguem desenvolver estas competências de forma exemplar.




Um autista tem dificuldades na relação com os outros e até pode ter dificuldades de linguagem levando às dificuldades cognitivas. Contudo, a maioria dos autistas desenvolvem uma competência de forma extraordinária, e podem ter sucesso profissional derivado dessa sua competência.




É altura de deixarmos de ver um autista como alguém incapaz de....


Vamos focar as suas capacidades e vamos tentar usufruir ao máximo delas para o ajudarmos a combater as suas dificuldades.