sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Métodos Contraceptivos não naturais, Mecânicos

Olá a todos!

No seguimento das mensagens anteriores, vamos falar de métodos contraceptivos não naturais, mecânicos. Os métodos mecânicos são dispositivos que impedem a fecundação e nidação.


DIU (Dispositivo Intra Uterino) - Pequeno aparelho em metal e/ou plástico, que é introduzido no útero e que aí permanecerá até acabar a sua validade (3 a 5 anos). Só pode ser colocado ou retirado numa consulta médica. O DIU torna o muco da cavidade uterina menos propício à presença dos espermatozóides e/ou impede a nidação, ou seja, a implantação do embrião nas paredes do útero.





Diafragma - Cúpula de borracha fina, montada sobre um anel de metal flexível recoberto de borracha. é introduzido na vagina, sobre o colo do útero, pela mulher, antes da relação sexual. Este método impede que os espermatozóides atinjam o útero e cheguem às trompas de Falópio.


Preservativo feminino - Invólucro de borracha que se coloca no interior da vagina. Estes preservativos impedem que os espermatozóides possam chegar às trompas de Falópio. Não se encontram à venda em Portugal.



Preservativo masculino - Saco de borracha muito fino (látex), descartável, que é desenrolado sobre o pénis erecto, antes da relação sexual. Pouco ou nada altera as sensações. Pode ter várias cores, sabores, formatos. É o único método contaceptivo que evita o contágio das DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), inclusive a SIDA.




Terminamos desta forma a descrição de todos os métodos contraceptivos que tens ao teu dispor. qualquer dúvida, esclarecimento ou ajuda, contacta a U.E.S. Na próxima mensagem vamos explicar como deves colocar correctamente um preservativo.

Patrícia Fonseca

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sexo Tântrico


Olá a todos!


A Unidade de Educação Sexual recebeu as suas primeiras cinco questões na caixinha que se encontra na entrada do gabinete. As respostas às mesma, foram lançadas no placard correspondente, na segunda-feira passada.


Dos comentários que surgiram à cerca das respostas, tive oportunidade de ouvir alguns alunos afirmarem não conhecer o sexo tântrico. Este tipo de prática sexual foi utilizado como resposta à pergunta: "O que posso fazer para ter um controlo maior sobre o orgasmo?"


Considerando este tema tão importante como qualquer outro sobre sexualidade, interrompo as mensagens sobre a contracepção para deixar um pequeno esclarecimento sobre a origem do sexo tântrico e algumas das suas práticas.


O sexo tântrico ou Tantra significa "o que conduz ao conhecimento" e surge na Índia há mais de 5 mil anos, inserido naquelas a que os Antropólogos chamam de Filosofias Matriarcais. Nestas civilizações a mulher é vista como divindade.


O sexo tântrico é uma forma de adiar ao máximo o orgasmo, com o objectivo de obter prazer prolongado. Deste modo, quando a energia retida é libertada, dá-se o que os praticantes chamam de explosão nuclear.


O tempo de uma relação tantra pode levar 24 h, sendo necessário, apenas, muita prática. Para se iniciar no prazer sem limites, não importa idade ou condições de saúde. O que se pede é que o pretendente a esta filosofia não tenha vícios, ou seja, não beba, não fume e não tome drogas. O consumo de carne também é condenado.


No Tantra exercita-se corpo e mente. Um dos exercícios mais simples é o Mula Bandha, que consiste em fortes contracções no ânus e na uretra. Pode ser realizado em qualquer lugar, a qualquer hora. Quanto mais, melhor.


De acordo com os praticantes desta filosofia, o sacrifício vale a pena. O benefícios não são apenas sexuais. Devido à energia retida no organismo a qualidade de vida melhora, a criatividade é estimulada e o rendimento físico aumenta. Aumenta sobretudo, a expectativa de vida.


Actualmente, as pessoas que conhecem o Tantra consideram-no uma religião, um culto ao sexo livre, um manual de sexo. O Neo tantra trouxe mais a esta filosofia; não se limita a mais e melhores orgasmos. O Neo tantra é um ciência espiritual e mística; orientada para o auto-conhecimento, para o desenvolvimento de maior consciência, sensibilidade e presença em todos os aspectos da vida, e que começa pelo corpo que é o que temos de mais real e mais próximo de nós mesmos, utilizando a energia sexual para alcançar níveis mais elevados de consciência.


Como referi numa das primeiras mensagens desta Unidade, no blog geral da EPN, existem workshops de Sexo Tantra, onde os participantes têm oportunidade de experimentar os efeitos positivos de alguns exercícios realizados. O último foi realizado em Novembro na Figueira da Foz.


Tudo é mais lento no Tantra. Descubram a essencia, a potencialidade do vosso corpo e da vossa mente através do Tantra.


Patrícia Fonseca


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Métodos Contraceptivos Não Naturais

Olá a todos!


Hoje vamos falar dos métodos contraceptivos não naturais. Estes podem ser Químicos ou Mecânicos.


Os métodos químicos são substâncias químicas que podem ser utilizadas para evitar uma gravidez.


Nos métodos químicos podemos encontrar a Pílula, a Pílula do dia seguinte, as Injecções hormonais, o Implante, o Adesivo e os Espermicidas.

Pílula - Comprimido feito à base de hormonas sintéticas que são similares às hormonas femininas produzidas naturalmente pelos ovários (estrogénios e progesterona). A pílula impede a ovulação e consequentemente, uma gravidez. Existem vários tipos de pílulas, pelo que deverá ser um médico a aconselhar qual a mais indicada. É um método bastante eficaz desde que não existam esquecimentos, a ingestão de outros medicamentos que possam anular o seu efeito e a ocorrência de episódios de vómitos ou diarreia.

Pílula do dia seguinte - Consiste na toma de uma pílula especial nas 72 horas seguintes ao acto sexual (duas tomas com um intervalo de 12 horas). Quanto mais cedo for o início do tratamento, maiores serão as probabilidades de sucesso. Pode ter muitos e fortes efeitos secundários. Não deve ser utilizada como método contraceptivo mas apenas numa situação de emergência, por causa da elevada concentração de hormonas.

Nota: na tua caixa da pílula tens todas as indicações, precauções e efeitos secundários.


Injecções hormonais - injecções constituidas por hormonas que se vão libertando de modo contínuo durante determinado tempo (geralmente são de três meses).


Implante - É uma pequena vareta do tamanho de um fósforo que é colocada sob a pele, no lado interno da parte superior do braço. Vai libertando lentamente uma hormona que evita a libertação mensal de oócitos II do ovário. Também evita que o esperma alcance o útero. A sua eficácia mantém-se por um período de três anos.



Adesivo - Trata-se de um adesivo fino, bege, que pode ser usado em quatro áreas do corpo: as nádegas, peito (excluindo os seios), costas ou parte externa do membro superior. Contém hormonas que são rapidamente libertadas através da pele para a corrente sanguínea duante sete dias. Cada adesivo deve ser mudado semanalmente durante três semanas, seguido por uma semana "sem adesivo", quando aparece a menstruação.


Espermicidas - Produtos químicos que podem ser apresentados sob a forma de espuma, creme ou óvulos. Destroem ou imobilizam os espermatozóides, inibindo a sua passagem para o útero. O espermicida deve ser ntroduzido na vagina antes das relações sexuais. Usados sozinhos têm uma segurança baixa, mas se forem usados em conjunto com o preservativo oferecem uma protecção eficaz.


Na próxima mensagem falaremos dos métodos mecânicos.

Para qualquer dúvida dirige-te à U.E.S.
Patrícia Fonseca

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Métodos Contraceptivos Naturais

Olá a todos.

Como mencionado anteriormente, hoje vamos falar sobre os diferentes métodos contraceptivos naturais.


O Método do calendário ou de Ogino, tenta determinar o período fértil da mulher conhecendo a data da próxima menstruação. Este método é relativamente eficaz se a mulher for regular.





O Método da temperatura baseia-se na medição da temperatura rectal que deve ser avaliada antes de se levantar e em jejum (durante pelo menos seis meses), verificando-se que sobe alguns décimos de grau a seguir à ovulação e que se mantém nesse patamar durante alguns dias.



A reduzida eficácia deste método reside no facto de poderem existir oscilações de temperatura sem serem devidas à ovulação.







O Método de Billings ou do muco cervical consiste numa observação regular do muco cervical. O muco cervical (secreção normal produzida pelo colo do útero) torna-se mais abundante, mais líquido e mais transparente na altura da ovulação. Devem evitar-se as relações sexuais desde o momento em que o muco se apresenta com este aspecto, até ao momento em que se torna mais espesso e de cor amarelada.








Coito interrompido. Neste método o homem retira o pénis da vagina antes da ejaculação. A sua eficácia é baixa dado que nas gotas de líquido pré-ejaculatório pode haver espermatozóides que fiquem na vagina antes da interrupção da relação sexual.






Espero que esta informação vos seja útil.
Na próxima mensagem falaremos de métodos contraceptivos não-naturais.

Patrícia Fonseca

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Homossexualidade

Olá a todos!


O parlamento de Portugal aprovou o casamento gay.


A igreja é contra porque Deus criou o homem e a mulher para reproduzir, numa tentativa de criar um mundo de encaixe perfeito entre os opostos.



Afinal o que é a homossexualidade?



Muitos cientistas acreditam que a Orientação Sexual seja moldada, na maioria das pessoas, nos primeiros anos de vida, através de complexas interações de factores biológicos, psicológicos e sociais, variando de uma cultura para outra.

Para a maioria das pessoas, a orientação sexual emerge no início da adolescência, antes mesmo de qualquer experiência sexual. Algumas pessoas relatam ter tentado, durante muitos anos, mudar a sua orientação sexual de homossexual para heterossexual, sem sucesso.
A orientação sexual não é uma escolha. Por estas razões, os psicólogos não consideram que, para a maioria das pessoas, a orientação sexual seja uma escolha consciente, que possa ser voluntariamente mudada. Por isso, não se deve falar em “opção” ou “escolha sexual”, mas em “orientação sexual”.

O preconceito pelo homossexual baseia-se em esteriótipos preconcebidos, na ignorância ou em fundamentações religiosas homofóbicas.

As pessoas geralmente temem aquilo que não entendem, e odeiam aquilo que temem. Esta é a base do preconceito e, quando este preconceito é direcionado aos homossexuais, é chamado de “homofobia”.


Ontem numa aula discutia-se esta temática com fervor quando algumas questões foram sacudidas pelos alunos como forma de justificarem a sua posição favorável ou não, ao acontecimento da semana.


Dizia-se de senso comum que não se pode legalizar um casamento gay porque Deus criou o homem e a mulher, diferentes entre si, por algum motivo. Motivo esse, que se prende, essencialmente, com a reprodução.


Pensando evolutivamente no comportamento da sociedade portuguesa. Quando era criança o sexo era tabu e as raparigas tinham de casar virgens, e sonhar eternamente por um príncipe que não existe. Actualmente, são os nossos pais e avós os primeiros a afirmar: “Não te cases. Vive junta primeiro para ver se dá.”
Há meia dúzia de anos, o sexo deixou de ser tabu entre muitos e começou a falar-se de homossexualidade. Agora que a homossexualidade apresenta estigmas menos definidos questionamo-nos “e a adopção?” Crianças que vivam com gays serão crianças estigmatizadas? Talvez, mas como diz a evolução, a sociedade vai adaptar-se e, daqui a uns anos, tudo será perfeitamente normal.

Patrícia Fonseca

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Métodos Contraceptivos Reversíveis

Olá a todos.

Após algum tempo, que espero ter ajudado para reflectirem um pouco, regressamos para continuar a falar de contracepção.


Vimos na última publicação da Unidade de Educação Sexual que existem métodos contraceptivos irreversíveis e reversíveis. Dentro dos métodos reversíveis encontram-se os métodos naturais e os métodos não naturais.


Os métodos naturais baseiam-se no conhecimento do período fértil da mulher (período durante o qual pode ocorrer fecundação) e na abstenção de relações sexuais durante esse período. São menos eficazes que os métodos não naturais.



Os métodos não naturais impedem a fecundação através da utilização de dispositivos adequados, enquanto os outros se baseiam no uso de substâncias.



Na próxima mensagem falaremos dos diferentes métodos naturais e não naturais existentes.

Até lá, podem contactar a U.E.S.

Patrícia Fonseca

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Métodos Reversíveis e Irreversíveis

Olá a todos.

Continuando a mensagem que publicamos há dois dias atrás, vamos falar de Métodos Contraceptivos. Para os distinguirmos é mais fácil agrupar.


Deste modo, existem dois grandes grupos de Contracepção, os métodos reversíveis e os irreversíveis.


Métodos Contraceptivos Reversíveis - são métodos queao deixarem de ser utilizados permitem uma gravidez.


Métodos Contraceptivos Irreversíveis - destinam-se essencialmente a casais que não desejem ter mais filhos, uma vez que são praticamente irreversíveis. A sua eficácia é praticamente total. Exige uma intervenção cirúrgica que pode envolver uma anestesia geral ou local.

Como Métodos Irreversíveis existem duas opções, a Laqueação das Trompas (esterilização feminina) e a Vasectomia (esterilização masculina). Na primeira, a operação cirúrgica é realizada nas mulheres com um pequeno corte nas trompas de falópio para impedir o encontro entre os espermatozóides e o oócito II.

Na segunda, a operação é realizada nos homens com um pequeno corte nos canais deferentes para evitar que o esperma expelido contenha espermatozóides.

Para qualquer esclarecimento, procura a U.E.S.

Patrícia Fonseca