terça-feira, 30 de outubro de 2012

Violência no namoro

A violência no namoro é um ato cometido de forma continuada ou iternitente
por um membro do casal. Acontece quando um dos membros do casal exerce controlo sobre o outro. A violência no namoro é considerada crime, punível por lei. Pode-se identificar a violência no namoro através de agressões físicas ou psicológicas, abusos e violência sexual, intimidações e humilhações.
A violência no namoro insere-se nos quadros da violência doméstica. Por esse motivo o agredido deve denunciar sempre o agressor às autoridades.

Na próxima terça feira a Escola Profissional da Nazaré trás este assunto a debate com a Associação Mulheres Século XXI, na Biblioteca Municipal da Nazaré. Participação de todos os alunos da Escola.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Comprar álcool só aos 18 anos?



O adolescente é egocentrista e como tal sente que nada o afeta e gosta sobretudo de contrariar as normas e regras sociais, no sentido de se afirmar perante o adulto que continua a considerar que pode controlar os jovens com imposições e regras que “são para ser quebradas”. Independentemente da idade de permissão ao consumo, os jovens consomem cada vez mais cedo, pedindo aos mais velhos que lhes comprem as bebidas, ou consumindo as bebidas que os educadores deixam à disposição, em casa. Nesse sentido, parece-me que esta medida serve não mais do que incentivo ao consumo. É preferível um consumo consciente e com adultos presentes, com permissão aos jovens nas entradas em bares, do que a proibição e o consumo clandestino sem nenhum adulto por perto que os possa ajudar.






Deste modo, deve-se prevenir o consumo e não remediar com estas medidas que trazem aos jovens mais raiva para com os adultos. Prevenir com programas de prevenção ao consumo que mostram ser mais eficazes no aumento dos conhecimentos acerca do consumo e permitem o desenvolvimento de atitudes e expectativas mais seguras acerca do uso do álcool. Assim, no contexto de uma prevenção primária para uso do álcool, é importante que as intervenções se desenvolvam antes dos padrões comportamentais estarem estáveis e resistentes à mudança, ou seja, vamos intervir aos 12, 13 anos, nas escolas com programas de prevenção que se mantenham ao longo do tempo, com participação ativa dos jovens nesses programas.



O comportamento de consumo de álcool é aprendido através da modelagem, imitação e reforço, sendo influenciado pelas cognições, expectativas e crenças do jovem acerca do mesmo. Esses fatores em combinação com as competências pessoais e sociais pobres conduzem a um aumento da suscetibilidade às influências sociais para o consumo de álcool. É importante não esquecer que os nossos jovens vêm de meios bastante distintos e alguns contactam de perto com o álcool o que aumenta a probabilidade do consumo.






É nas Escolas que os alunos devem ser tratados de igual forma, com modelos exemplares e é na Escola que existe a possibilidade de maior eficácia na prevenção do consumo intervindo, com uma equipa multidisciplinar, através dos programas de Educação para a Saúde, interferindo nos fatores cognitivos, atitudinais, sociais, de personalidade, farmacológicos e de desenvolvimento que propiciam a iniciação e manutenção do consumo de álcool. Em Portugal, estes programas são incipientes, as Escolas são obrigadas a trabalhar na área da saúde, mas com pouca orientação e pouco apoio dos Centros de Saúde e das Famílias, essenciais a uma equipa coesa que se preocupe verdadeiramente com estes jovens.



Vivemos uma desresponsabilização social constante. A maioria dos educadores não colabora com a Escola, os Centros de Saúde não dispõem de meios para colaborar com as Escolas, os professores não estão sensíveis aos problemas. É tempo de não fugir ao problema do consumo de álcool, mas encará-lo de frente e vê-lo como uma solução.

Patrícia Fonseca



terça-feira, 6 de março de 2012

Homossexualidade



Para que possam compreender melhor a Homossexualidade deixo-vos o link para um vídeo de desenhos animados que de forma simples vos explica os conhecimentos científicos atuais sobre a existência da homossexualidade.







Espero que vos ajude a refletir e a partilhar as vossas dúvidas.






terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Síndrome de abstinência/dependência psicológica e física

Considera-se que um indivíduo está com síndrome de abstinência quando coexistem nele determinados sintomas fisiológicos e psicológicos resultantes da interrupção abruta ou diminuição acentuada do consumo de uma substância. As células nervosas (neurónios) ficaram habituadas à administração de grandes quantidades do neurotransmissor artificial advindo do consumo da substância e o corpo habituado à presença dessa substância reage à modificação causada pela sua ausência.

O uso excessivo de todas as substâncias provoca dependência psicológica. Esta consiste na sensação experimentada pelo consumidor de que necessita da substância para atingir um melhor nível de atividade ou uma sensação de bem estar superior, recorrendo por isso de forma quase sistemática ao seu consumo.

Quando o organismo se adapta fisiologicamente ao consumo habitual de substância, verificando-se com a interrupção ou diminuição acentuada do consumo os sintomas característicos do síndrome de abstinência específicos da substância em causa, diz-se que a pessoa está com dependência física. Esta forma de dependência parece estar associada principalmente ao reforço negativo.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Drogas



DIZ NÃO ÀS DROGAS!!!!




Dá-se o nome de droga a toda e qualquer subatância lícita ou ilícita que apresenta consequências em alguns casos insignificantes e negligenciáveis mas que na maioria dos casos assumem proporções graves, sobretudo quando o indivíduo se torna dependente físico e/ou psicológico da substância. Um copo de vinho ou um charro, podem ser o objeto de uma primeira experiência que pela repetição pode ter efeitos graves num futuro mais ou menos distante, ou mesmo durante a fase em que se está sobre a sua influência.



UIA - Unidade de Inserção e Acompanhamento


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sessão Técnica "Infertilidade e Endometriose"

No passado dia 16 de fevereiro, os alunos da EPNazaré tiveram oportunidade de participar numa sessão técnica sobre Infertilidade e Endometriose.

A sessão técnica, que teve lugar na Biblioteca Municipal da Nazaré, pelas 14h30m nesta tarde de quinta-feira, iniciou com a Dra. Sílvia Brites, representante da Associação Portuguesa de Fertilidade/Infertilidade. De entre vários temas, os alunos ouviram falar de possíveis causas para a infertilidade, nomeadamente, o estilo de vida sedentário, o consumo de drogas lícitas e ilícitas e hereditariedade. A Dra. Sílvia alertou também para a consequência; não poder ter filhos e como esse problema afeta psicologicamente os casais. A medicina apresenta algumas alternativas aos casais como a inseminação artificial e a fertilização in vitro tantas vezes confundidas pelas pessoas e que também elas tiveram lugar de destaque nesta sessão.

A sessão técnica continuou com o tema da Endometriose, uma doença que pode causar a infertilidade na mulher. A endometriose ocorre quando o endométrio (camada de mucosa que reveste o útero por dentro) se encontra fora do seu lugar de origem, que é o útero. Este tecido incorrectamente desenvolvido é capaz de se instalar em qualquer sítio do abdómen, e inclusive, em lugares mais estranhos, como o umbigo ou os pulmões. é uma doença benigna mas que afetando outros órgãos pode tornar-se extremamente grave. Além deste conceito a Coordenadora do Grupo de Apoio a Mulheres com Endometriose, Susana Fonseca, alertou para a relação da Endometriose com os hábitos de vida, com as dificuldades de rastreio em consultas de ginecologia regulares e do dinheiro que se gasta nas operações e tratamentos. alertou ainda para as opções que as mulheres podem tomar numa situação destas: entre fazer o tratamento e não poder ter filhos, ou tentar arriscar engravidar e não conseguir engravidar acabando por ser novamente operada para retirar mais placas de endometriose.

Terminada a sessão de sensibilização, os alunos colocaram algumas questões pertinentes o que permite admitir que a sessão foi positiva.

Próximas ações da UES:

20 de março - Ação de sensibilização: "O consumo de drogas na Adolescência"

21 de março - Ação de informação e debate "A Homossexualidade e Bissexualidade em Discussão"

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Endometriose


Olá a todos!


Numa conversa informal no facebook com uma prima direita com quem não falava faz dois anos, fiquei a conhecer uma doença rara que se dá pelo nome de Endometriose.


Esta mensagem serve para divulgar este problema que atinge as mulheres em idade reprodutiva.


A endometriose é uma doença que se caracteriza pelo crescimento das placas de tecido endometrial, que normalmente só se encontra no revestimento interno uterino (endométrio), fora do útero.


Em geral, a endometriose costuma afectar só o revestimento da cavidade abdominal ou a superfície dos órgãos abdominais. O tecido endometrial que cresce fora do lugar (implante endometrial) muitas vezes desenvolve-se sobre os ovários e os ligamentos que sustêm o útero. Com menos frequência, pode fazê-lo na superfície externa dos intestinos delgado e grosso, nos ureteres (canais que vão desde os rins até à bexiga urinária), na bexiga, na vagina, nas cicatrizes cirúrgicas presentes no abdómen ou no revestimento interno da parede torácica (pleura). Em casos muito raros, pode ser encontrado tecido endometrial nos pulmões.


Dado que o crescimento do tecido endometrial fora do lugar responde às mesmas hormonas a que responde o que se encontra dentro do útero, este tecido pode sofrer hemorragias durante a menstruação, muitas vezes provocando cãibras abdominais, dor, irritação e a formação de tecido cicatricial. À medida que a doença avança, formam-se aderências (faixas fibrosas que prendem entre si estruturas que normalmente não o estão). O tecido endometrial fora da cavidade uterina e as aderências podem obstruir ou interferir no funcionamento dos órgãos. Em casos raros, as aderências bloqueiam o intestino.


A endometriose pode afectar em particular certas famílias e é mais frequente nos parentes do primeiro grau (mãe, irmã, filha) das mulheres que sofrem desta doença. Outros factores que aumentam o risco de endometriose são dar à luz pela primeira vez depois dos 30 anos, ser de etnia caucasiana e ter um útero anormal.


Calcula-se que cerca de 10 % a 15 % das mulheres que são menstruadas entre os 25 e os 44 anos sofrem de endometriose; também pode aparecer em adolescentes. Desconhece-se a percentagem exacta de casos porque o diagnóstico habitualmente só pode ser feito mediante uma visualização directa do tecido, geralmente durante uma intervenção cirúrgica. Entre 25 % e 50 % das mulheres estéreis sofrem de endometriose, o que pode impedir a fecundação. Com efeito, a endometriose grave pode provocar infertilidade ao bloquear a passagem do óvulo desde o ovário até ao útero. A endometriose ligeira também pode provocar esterilidade, mas neste caso o mecanismo que a provoca não é claro.


No caso da minha prima o tecido endometrial já está nos intestinos e tem operação marcada para dia 1 de Fevereiro.


Causas e sintomas
As causas da endometriose ainda não são conhecidas. As células do revestimento interno do útero deslocam-se de uma forma qualquer para zonas externas ao mesmo e continuam a crescer. Esta deslocação pode, talvez, dever-se ao facto de pequenos fragmentos do revestimento uterino, soltos durante a menstruação, retrocederem para as trompas de Falópio em direcção aos ovários até entrarem na cavidade abdominal, em vez de saírem com o fluxo menstrual através da vagina.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


O comportamento sexual pode ser um reflexo hereditário, um aspecto médico, cultural, circunstancial, etário e pessoal. A sexualidade é muito complexa, tanto qualitativamente como quantitativamente.


Hipersexualidade


A maioria das pessoas com sintomas de hipersexualidade não apresentam nenhum sintoma aparente, de outra disfunção neuropsiquiátrica. Será correcto pensar-se numa patologia para estas pessoas, ou seja, estamos perante uma condição médica, ética ou pessoal?


Para se pensar na hipersexualidade como patológica, segundo os autores e as directrizes da psicopatologia, o Comportamento Sexual Compulsivo deveria causar sofrimento emocional e proporcionar sérias consequências interpessoais, ocupacionais, familiares e financeiras. Mesmo assim, este seria um critério dúbio, pois se há uma sexualidade patológica, na qual o apetite e as fantasias sexuais aumentam a tal ponto que ocupam quase todos os pensamentos e sentimentos, estariamos perante um Obsessivo-Compulsivo com sintomatologia sexual.


Por outro lado, se a pessoa exige gratificação sexual sem maiores considerações éticas, morais e legais, envolvendo-se numa sucessão impulsiva e insaciável de prazeres, está-se perante uma Perturbação Borderline da Personalidade, com sintomas sexuais.


Contudo, o Comportamento Sexual Compulsivo pode ainda estar associado a outras doenças psiquiátricas, particularmente ao abuso de substâncias psicoactivas, Perturbações da Ansiedade, Perturbações da Personalidade e outras Perturbações do Controlo de Impulsos.


É muito difícil diagnosticar qualquer destas Perturbações ou Comportamentos de Hipersexualidade. Múltiplos factores devem ser tidos em consideração para um bom diagnóstico.


As pessoas devem deixar os termos ninfomania e donjuanismo, rótulos prejorativos que só trazem problemas na definição das Patologias relativas à Sexualidade.


Para mais informações consultem





segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sessões técnicas


Na passada sexta-feira a Unidade de Educação Sexual promoveu a realização de duas sessões técnicas na escola.

Os alunos de CTE.10.13 e CTR.10.13 foram as turmas que receberam a Dra. Hermengarda Pinto para mais um ano de apoio à Sexualidade saudável na Escola.

As turmas entusiasmaram-se com a sessão técnica, colocaram questões; em suma, colaboraram para o sucesso da sessão técnica.

Esperemos que os seus comportamentos e atitudes face à sexualidade evoluam favoravelmente tendo em vista a prevenção e a promoção da sua saúde.



Aproximam-se mais novidades da Unidade de Educação Sexual.



Até lá gostava de receber propostas dos nossos alunos para mais actividades da Unidade de Educação Sexual.



UES - Unidade de Educação Sexual

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


O autismo é visto como uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afecta a capacidade de comunicação do indivíduo, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente, segundo as normas que regulam essas respostas.




Diz-se muito que um autista tem um atraso no desenvolvimento cognitivo, contudo estes indivíduos podem ter competências bastante desenvolvidas.




Alguma vez viram uma pessoa a desenhar em espelho? A falar outra língua que não a sua de forma corrente e clara?




É possível que sim, mas são poucas que conseguem desenvolver estas competências de forma exemplar.




Um autista tem dificuldades na relação com os outros e até pode ter dificuldades de linguagem levando às dificuldades cognitivas. Contudo, a maioria dos autistas desenvolvem uma competência de forma extraordinária, e podem ter sucesso profissional derivado dessa sua competência.




É altura de deixarmos de ver um autista como alguém incapaz de....


Vamos focar as suas capacidades e vamos tentar usufruir ao máximo delas para o ajudarmos a combater as suas dificuldades.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Síndrome do Afecto


Sabem o que é a Síndrome do Afecto?

É a Síndrome de Down vista de uma forma positiva, única e genuína.

Todos deverão saber que a Síndrome de Down geralmente está associada a algumas dificuldades do desenvolvimento cognitivo, ou se lhe quisermos chamar, da inteligência cognitiva e desenvolvimento físico, assim como de aparência facial. A síndrome de Down é geralmente identificada no nascimento e advém de uma má formação congénita (durante a replicação de cromossomas na gravidez) do cromossoma 21.


Mas será esta síndrome apenas este fenómeno negativo e que deprime pais, amigos, familiares, população?

Sabiam que estas crianças e adultos têm uma Inteligência Emocional enorme, capazes de amar qualquer um pelos seus defeitos? Capazes de compreender que, não compreendendo, estamos num dia péssimo, e esquecendo, perdoam quando as magoamos?

Estas crianças e adultos são genuínos, incapazes de mentir, adaptam-se às relações interpessoais de forma única, porque se entregam às emoções. Só desconfiam de pessoas externas à família nuclear e que as magoam.

Ontem iniciei um trabalho com um menino de nome ficticio João. O João tem uma síndrome ligada ao cromosso 16, muito rara. O João e os pais realizaram os mais diversos exames e lutam diariamente por um diagnóstico mais positivo que não identifique atraso, que lhes digam que o filho é uma criança "normal". Todos os dias passam por provas e exercícios de estimulação, cansativos e torturantes. É difícil compreender o que o João diz, contudo, a sua linguagem não verbal é extraordinária. Com um gesto ou uma expressão facial facilmente compreendemos necessidades, sentimentos, emoções.

Poderiamos referir de forma egoísta que quem precisa de amor deveria ter por perto uma criança como o João. Esse sentimento seria completamente preenchido.

Mas preocupando-nos com os outros, o João como outras crianças só precisa de um pouco do nosso tempo para evoluir e nós precisamos do dele para sermos pessoas mais ricas nas relações interpessoais.

Aqui fica um vídeo demonstrativo da riqueza das crianças e adultos com síndrome do Afecto.


Bons afectos.

A diferença

Caros alunos!

A Unidade de Educação Sexual tem este ano um novo tema. Procuramos valorizar as diferenças pelas coisas positivas que nos trazem.

Poderão achar que é surreal ou que não existem, contudo vamos mostrar-vos que as diferenças têm o seu lado fantástico que deverá ser sempre mais valorizado que o lado negativo.

Convidamos toda a comunidade escolar a partilhar diferenças, valorizando-as.

"Todos diferentes, todos iguais".

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Gravidez na adolescência

A adolescência é um período complexo e difícil, intensamente vivido, dado que é marcado por modificações rápidas a diversos níveis e por desafios e problemas cuja resolução marcará profundamente a vida futura. Não sendo já criança e não sendo ainda adulto, o adolescente vive uma excitante e arriscada fase de transição. Esta é uma época caracterizada por múltiplas transformações: biológicas, cognitivas, sociais e afectivas. A adolescência é a alvorada de uma nova era, uma espécie de segundo nascimento, uma viagem à procura de si próprio, da sua identidade pessoal, para ser responsável pela sua própria vida.


Dentro das transições normais da adolescência, contamos com as primeiras relações intímas com uma pessoa, normalmente, do sexo oposto; as primeiras experiências com substâncias ilícitas, embora, felizmente, não para todos os jovens; a entrada no mundo do trabalho; a ida para a Faculdade. Dentro desta "normalidade" o jovem encontra inúmeros obstáculos, dificuldades e desafios que muitas vezes os entristecem, na melancolia repentina de um jovem, que nem sempre sabe se escolheu o que realmente gosta ou quer ser. As dúvidas pairam no ar em cada movimento, em cada escolha.


Se a este turbilhão de emoções pela busca da sua identidade, o jovem encontra uma transição inesperada, como uma gravidez, a sensação de perda, de sofrimento, de futuro vazio, aumentam.

O jovem sente-se sozinho no meio do labirinto cheio de monstros, sem uma saída ou uma luz que lhe indique as opções a seguir. O desespero aumenta diariamente quando pensa no melhor discurso para dizer aos pais, ou numa forma de pedir ao (à) companheiro (a) para abortar. Além de todas as decisões relativamente a si próprio, agora terá de pensar num "nós" inimaginável a um jovem que deseja um futuro recente individual. O adolescente é egocêntrico, tal como as crianças, e por isso nesta fase terá muitas dificuldades em pensar noutra coisa se não, no melhor para ele próprio. É muitas vezes a rapariga que assume socialmente o erro, se é que se pode chamar de erro a algo tão natural como gerar um filho. A rapariga treinada e educada para servir mais aos outros, decide muitas vezes, juntamente com os pais, levar a gravidez a bom porto, e normalmente, fica sozinha porque, o pai adolescente raramente assume uma criança que lhe pode destruir o futuro.


Pela quantidade de vivências que os jovens têm pela frente, pelo egocêntrismo que apresentam, pelo futuro tão almejado, pede-se aos jovens que vivam tudo intensamente, mas que se protejam deste desconforto, desta ansiedade, destes medos...usem um dos métodos contraceptivos de que já falamos anteriormente, e sejam felizes.


Uma gravidez deve ser desejada por ambos, porque um filho, ainda, precisa de duas pessoas para ser concebido; e também deve ter duas pessoas que o ajudem a crescer.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Gravidez e cultura


Hoje comemora-se o Dia Internacional da Criança.


Deste modo, vamos iniciar hoje no nosso blog o tema da gravidez.


Estudos transculturais sobre costumes, mitos e superstições manifestam-se de grande interesse na compreensão da psicodinamia da gravidez. As diferenças entre povos primitivos e povos ocidentais são interessantes para o desenvolvimento do feto. Enquanto nos povos primitivos é geralmente praticada a frugalidade (a mulher grávida come pouco e os seus desejos alimentares são contrariados), nos povos ocidentais existe a ideia generalizada que a boa alimentação da grávida é essencial para o desenvolvimento do feto e os apetites da grávida são satisfeitos ou mesmo encorajados. Curiosamente, nos povos primitivos em que a regressão oral é contrariada são raras as náuseas e os vómitos enquanto que nos povos em que a oralidade é estimulada existem, com frequência, náuseas e vómitos durante a gravidez.


Relativamente à genitalidade passasse o inverso: enquanto que nas culturas primitivas existe a ideia de que as relações sexuais durante a gravidez são benéficas para fortalecer o feto, nas culturas ocidentais pensa-se que podem prejudicá-lo. Assim, enquanto que nas culturas primitivas se acredita que o sémen ajuda a desenvolver o feto, os povos ocidentais consideram que o que é importante não é a genitalidade mas sim a alimentação da grávida.


No que diz respeito aos tabus, as teorias psicodinamicas de Freud explicariam alguns fenómenos interessantes que deixarei para quem tiver curiosidade em saber mais. Podem procurar essa informação na Unidade de Educação Sexual da EPN.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sessões Técnicas Educação Sexual


Olá a todos!


Esta semana terminamos o ciclo de sessões técnicas sobre "Saúde do amor" com a Drª. Hermengarda Pinto.


Considero que tivemos dois momentos chave nestas sessões.

O primeiro momento fica marcado com imagens chocantes e reais do que pode acontecer a quem não utiliza o preservativo nas relações sexuais e adquire doenças sexualmente transmissíveis. Neste primeiro momento, a generalidade dos alunos mostrou-se chocada com as imagens..."qué isto stôra?", "euh...tire isso daí", "mais não".


O segundo momento encerra a sessão técnica com os métodos contraceptivos que previnem gravidezes. Muitos dos nossos alunos conseguiram esclarecer algumas dúvidas quanto à utilização dos métodos e a diversidade de métodos existentes. Foi gratificante ver que muitos alunos já conheciam os métodos e menos agradável perceber que os que conheciam menos, não conheciam a forma de tomar de nenhum deles. Isto indica que a extensa informação disponível sobre métodos contraceptivos chega a todos mas só alguns têm a preocupação de saber exactamente tudo o que têm ao seu dispor e todos os procedimentos a adoptar.


Considero que estas sessões foram muito úteis e os nossos alunos conseguiram reter as informações mais importantes. Agora têm maior consciência dos seus actos e conhecem os riscos que correm se não se prevenirem e não promoverem um bom estilo de vida.


Enquanto forem adolescentes e mudarem de namorados, enquanto não tomarem a opção de ter um único parceiro (casamento ou união de facto) e ter filhos, por favor, previnam-se das doenças sexualmente transmissíveis. Não é desconfiar do parceiro actual, mas pensar na nossa e na saúde dos outros. Afinal, não sabemos com quem o nosso parceiro esteve antes, e muito menos com quem os parceiros do nosso parceiro estiveram. É um ciclo...


Pensem nisto.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O Beijo


O Beijo é sensível e forte, é pesado e leve, é doce e amargo, é intenso e suave, é amor e amizade. O beijo pode ser sexy, lento, rápido, simples, quente.


Todos os dias damos beijos com emoções diferentes, mas todos importantes e com o seu significado.


Os beijos apixonados libertam endorfinas; substâncias químicas que proporcionam sensações de prazer, euforia e bem-estar. O beijo permite acalmar uma pessoa stressada e combater a depressão, aumentando a auto-estima da pessoa, já que há outra pessoa que aceita o acto. O beijo permite a perda de calorias.


O beijo é por isso um factor importante para a saúde individual, pessoal e mental de cada pessoa.


O beijo pode dar tanto bem-estar e prazer como bom sexo, além de que é muito mais fácil de fazer, tanto em público como na intimidade. Infelizmente o beijo tem sido negligênciado face ao sexo.


Contudo, nem tudo é perfeito e num beijo a pessoa pode adquirir 250 vírus e bactérias diferentes e os resíduos da saliva permanecem na boca durante 3 dias.


O beijo é tão viciante como o café ou o tabaco. Os químicos libertados durante um beijo pedem logo outro de seguida aumentando assim a produção da ocitocina no cérebro. Esta hormona estimula o cérebro que pede mais um beijo para nova estimulação.


O beijo dá-nos informações gustativas, olfativas, por se estar mais próximo da pessoa, táteis, pela sensação que nos deixa, visuais, quando se beija com os olhos abertos. Deste modo, pode-se conhecer mais e melhor o parceiro.


Dia Mundial do Beijo, 13 de Abril.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia Mundial da Saúde


Criado em 1948 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Dia Mundial da Saúde visa alertar as pessoas para os principais problemas que podem atingir as populações. Este dia é uma forma de divulgar e cativar as pessoas para os rastreios importantes para a saúde.


Ter saúde é garantir o bem-estar das pessoas, envolvendo harmonicamente os aspectos físicos, mentais e sociais das mesmas.


É necessário que informações acerca da higiene, doenças, prevenção, formas de contágio, poluição, dentre outras, cheguem à população, pois desta forma o governo poderá fazer um trabalho preventivo, melhorando a saúde da população e diminuindo gastos com a saúde pública.


Sendo de responsabilidade dos governantes, a saúde pública deve ser levada a sério tanto pelos municípios como pelo governo.


O saneamento básico é um desses aspectos para se manter a saúde de uma população, pois garante que a água tratada chegue até nossas casas e que as redes de esgotos estejam devidamente limpas, diminuindo os riscos de contaminação por bactérias.


Campanhas de vacinação também é uma forma preventiva de cuidar da saúde das pessoas, pois através delas é possível evitar doenças e epidemias entre as pessoas. Relativamente à sexualidade, temos a mais recente campanha de vacinação contra o cancro do cólo do útero, causado por uma das estirpes do Vírus do Papiloma Humano.


Participar de pequenas associações também é uma forma das pessoas adquirirem informações sobre a manutenção da saúde, pois estas estão diretamente ligadas a governantes, que devem assumir tais responsabilidades; promover discussões e reflexões visando maior amplitude do tema, procurar soluções para manter o saneamento ambiental, garantindo o desenvolvimento social e económico de um país.


Outra forma de garantir a saúde da população é fornecer condições dignas de trabalho, a fim de proporcionar ganhos suficientes para que as pessoas possam manter uma alimentação de qualidade. Através de uma boa alimentação as pessoas adquirem uma forma saudável de manter a sua saúde, evitando despesas com planos de saúde e remédios.


Não é só o governo que deve colaborar, toda a população deve trabalhar pensando na sua saúde. Gestos como deitar uma pastilha elástica no chão, ou andar de carro para todo o lado devem ser repensados. Se fazemos mal ao ambiente, fazemos mal a nós próprios também.


Se conduzir cerca de uma hora por dia gasta 61.95 calorias. Gastará 82,6 calorias em apenas 20 minutos de bicicleta. De bicicleta exercita as pernas e abdominais e ainda consegue eliminar as calorias de um guloseima extra que tenha ingerido nesse dia. O luxo do carro não permite este tipo de exercício. Além disso, e o mais importante, o carro liberta muito monóxido de carbono para a atmosfera prejudicando a camada do ozono...aumento de casos de cancro de pele, e ainda destrói o ser vivo mais importante da terra, as árvores...a fonte do nosso oxigénio....sem elas deixa de haver vida.


É bom que todos pensemos nisto.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sentimentos


Sentimentos são afectos que transportamos por pessoas que conhecemos. Criam-se com os momentos de convivência com as pessoas e podem durar uma vida. Estes sentimentos podem ser bons ou maus de acordo com a relação estabelecida com as pessoas e os afectos construidos.


Quando falamos de sexualidade podemos falar de sentimento, ausência do mesmo ou sentimentos deturpados.



Deste modo, podemos estar numa relação porque amamos a pessoa incondicionalmente. Este amor pode ser racionalizado e mediado na relação, quando as pessoas respeitam o espaço e os momentos do parceiro. Por outro lado, pode tornar-se obssessão quando o amor é sufocante, dependente, acabando por destruir a relação. Contudo, há quem esteja nas relações, não por sentimentos maiores mas por necessidade. Pessoas que não conseguem viver sozinhas. Trocam muitas vezes de parceiro, vivem uma grande instabilidade, provavelmente não conhecem o verdadeiro sentido da palavra amor. Pessoas que amam ao primeiro olhar e perdem o encanto quando conhecem a pessoa. Pessoas que se apaixonam ferozmente quando vislumbram mais um parceiro bonito. Podemos encontrar ainda, as pessoas que, de senso comum, não nutrem sentimentos pelos outros, que são pessoas frias e distantes, que não conseguem amar. Estas pessoas que possivelmente encontram no seu passado as razões para esta latência de sentimentos sofrem muitas vezes mais que os outros, porque não é fácil contrariar uma característica que os acompanha desde cedo.




Os sentimentos são difíceis de controlar, são geridos pelo nosso inconsciente e passam-nos a perna se não houver um minimo de racionalidade no que sentimos. Ou seja, numa relação não basta sentir amor, muitas vezes mal interpretado; uma paixão. Amor constrói-se com o tempo, e existe quando se sente que se gosta dos defeitos; as pequenas birras da manhã, o mau feitio, os vícios e manias, que aparentemente nós detestamos, mas naquela pessoa gostamos. E quando percebemos que não conseguimos viver sem aqueles momentos que marcam a existência daquela pessoa, é que sentimos que nada faz sentido sem ela, e isto é um sentimento que tem raízes sólidas e aparentemente bem construídas.



Se individualmente toda esta panóplia de emoções e sentimentos são confusos e nos levam a erros normais do desenvolvimento, numa relação a dois, duplicam-se os momentos de dúvida, de angústia, de dor, de tristeza, de alegria, de amor, de paixão, de amor e paixão. Muitas vezes um dos parceiros ama e o outro apenas está apaixonado, o que precipita o fim da relação. Nessa separação o que ama sofre mais, e normalmente é o apaixonado que termina a relação. Contudo não se pode fazer desta ideia generalizada a regra, porque faz-se mais por amor do que por uma paixão, e deste modo, muitas pessoas que amam terminam relações por esse motivo.




"A paixão é uma coisa maravilhosa, que leva uma mulher e um homem a unirem as suas vidas no objectivo comum de fundarem uma família e educarem os filhos. É, porém, necessário que a paixão, para ter sentido, se torne fecunda. Ela não deve nunca ser considerada um fim em si mesma, porque, pela sua própria natureza, não pode ser senão um ponto de passagem."


(Paulo Geraldo)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Aborto


Aborto é a palavra obscura usada para designar a interrupção de uma gravidez com menos de 20 semanas de gestação.


Existem dois tipos de aborto.


O aborto espontâneo caracteriza-se pela interrupção da gravidez devido a uma ocorrência acidental ou natural. A maioria destes abortos têm origem em falhas genéticas da replicação dos cromossomas e/ou factores do ambiente.


O aborto induzido ou provocado advém de uma acção humana deliberada. designado comummente por Interrupção Voluntária da Gravidez.


De acordo com a Lei 16/2007, a interrupção voluntária da gravidez é legal em Portugal quando:

- Constitui o único meio de promover a saúde física e psiquica da mulher grávida e evitar a sua morte;

- Realizado nas primeiras doze semanas de gravidez, tendo em conta o ponto anterior;

- Se tem certezas de que o feto poderá nascer com malformações congénitas, incuráveis, e for realizado nas primeiras 24 semanas de gravidez, excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo da gravidez;

- A gravidez seja fruto de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção seja realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez;

- Por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas de gravidez.


O aborto não pode nem deve ser utilizado como método contraceptivo. A criança sofre com as mais crueis formas de se realizar um aborto.


Sejam responsáveis, utilizem métodos contraceptivos como forma de prevenção da gravidez, não usem o aborto para remediar erros e infantilidades.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Aumentam os doentes de Sida em Portugal


Em Dezembro de 2007 estavam diagnosticados em Portugal 32.491 casos de infecção de VIH/SIDA. Estes são os últimos dados do Centro de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis do Instituto Ricardo Jorge, segundo avança a Lusa.


Na mesma altura em 2006 estavam notificados 30.366 casos de infecção.


Dos 32.491 casos de infecção diagnosticados até 31 de Dezembro do ano passado, 14.195 correspondiam a casos de doentes com SIDA, continuando a lista a ser liderada pelos homens (11.640) e, em termos de grupo etário, a faixa entre os 30 e os 34 anos (2.983).


Ao nível de novos casos, no ano passado registaram-se 965 (320 de SIDA), enquanto a 31 de Dezembro de 2006 existiam 987 novas infecções (412 de SIDA).


Face à contínua actualização das notificações, o número de novas infecções diagnosticadas relativas a 2006 situa-se agora em 1.636 (contra as 987 registadas no final de 2006), acrescentam ainda os dados do Instituto de Saúde Pública.


Nos grupos etários, a faixa entre 30 e 34 anos lidera o número de casos de SIDA (2.983), seguida dos indivíduos entre 25 e 29 anos (2.709) e daqueles que têm entre 35 e 39 anos (2.437).


Os toxicodependentes (6.815) continuam a ser o grupo mais afectado com casos de SIDA, seguidos dos heterossexuais e dos homossexuais/bissexuais.
Entre os toxicodependentes, existem 5.809 homens (85 por cento) doentes com SIDA e no total 57,9 por cento de casos de co-infecção de SIDA e tuberculose.


Nos casos de SIDA, em 2007 a principal categoria de transmissão continuou a ser por via heterossexual.