terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A cultura na sexualidade


A sexualidade humana é um fenómeno complexo, ou não fosse ela um comportamento ou manifestação de uma atitude. Como todos os comportamentos, a sexualidade tem uma base biológica importante gerida por hormonas e gónadas sexuais diferenciadas. Contudo, não somos só biologicamente sexuados, toda a nossa organização social e cultural são também sexuadas. É a interacção entre o biológico, o cultural e a personalidade do indivíduo que se desenvolvem comportamentos relativos à sexualidade.


É a mulher que sofre mais com a influência cultural, embora com tendências para a mudança. Nas atitudes face ao corpo, tradicionalmente, as culturas restringem a excitação e o comportamento sexual da mulher, enquanto encorajam o do homem. Se em Portugal as mulheres já conseguem maior liberdade sexual, no Islão as mulheres são obrigadas a andar sempre cobertas em público, vão ao médico sempre acompanhadas pelo marido ou familiar chegado e nas consultas de planeamento familiar só se deixam observar por mulheres.



Em algumas culturas, como os Hindus e os Mulçumanos, as relações sexuais são menos frequentes que nos ocidentes, por considerarem o sémen uma fonte de energia que não deve ser desperdiçada. Em Portugal opta-se por desculpar algumas atitudes impulsivas dos homens através dos factores biológicos, acreditando-se que os homens têm mais necessidade de relações sexuais por terem de expulsar o sémen. Contudo, tudo pode ser trabalhado e o auto-controlo é uma forma de controlar impulsos.



Nos países muçulmanos mantêm-se as restrições à sexualidade pré-marital. E em algumas religiões ocidentais estas restrições também se mantêm.



Quanto à estrutura familiar, são mais frequentes as familias monoparentais entre os negros, nomeadamente, mães solteiras. Isto deve-se ao facto de ser aceite em alguns países africanos a multiplicidade de parceiras. Na nossa cultura e nos Asiáticos este fenómeno não é característico nem aceite.



A saúde sexual e reprodutiva e a contracepção continuam a ser uma responsabilidade atribuída às mulheres. De facto, uma grande percentagem dos homes casados, em todo o mundo, refere nunca ter discutido planeamento familiar com as suas parceiras e menos de um terço é responsável pela contracepção.




A cultura tem muita influência no modo como cada indivíduo vive a sua sexualidade, contudo, cada um tem a sua personalidade e a sua ideia face à cultura sexual a que pertence.



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Porque é que tanto os homens como as mulheres sofrem depois de terminada a relação?



O ser Humano distingue-se dos outros animais pela capacidade de raciocínio e entrega aos outros pelo sentimento. Quando estamos apaixonados o nosso cérebro induz o aumento da produção de hormonas que nos permitem andar mais felizes e com um brilho diferente. Além disso, entregamo-nos à pessoa que amamos por, racionalmente, considerarmos ser a pessoa ideal para nós; confiamos a essa pessoa os nossos mais profundos segredos e acreditamos poder receber dessa pessoa a mesma confiança. Todos estes sentimentos e desejos associados vão aumentando as expectativas que temos face à continuidade da relação.


Se estas expectativas e estes sentimentos, mais, ou menos racionalizados terminam radicalmente com o fim da relação, a pessoa vai sentir-se só, vai perceber que afinal as expectativas eram só dela e que foram frustradas pelo parceiro. Neste momento, o nosso cérebro terá de realizar um novo processo racional na tentativa de nos fazer compreender que afinal aquela pessoa não era a ideal, que aqueles sentimentos não têm razão de existir.


Este processo de esquecimento é doloroso porque as nossas memórias lembram-nos sempre dos momentos bons, porque até os defeitos são vistos como virtudes e, principalmente, porque sofremos uma frustração. A resolução da frustração, ou seja, as estratégias que cada um de nós utiliza para enfrentar a frustração, é que explica o maior ou o menor sofrimento, a maior ou menor rapidez de resolução. Neste aspecto, os homens são mais perspicazes e utilizam estratégias mais bruscas e fortes, como sair com os amigos todas as noites, fazer viagens fora do país durante períodos mais ou menos longos. As mulheres usam estratégias menos adaptativas, como chorar fechada no quarto, achar que o tempo resolve quando quiser, continuar com a esperança de um regresso, não querer sair nem conhecer pessoas novas. Neste caso, as mulheres prolongam mais o sofrimento.


Contudo, cada caso é um caso e depende sempre de quem acaba a relação, do motivo que levou ao fim da mesma e da capacidade de cada um para lidar com a frustração.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A mulher pode engravidar na primeira relação sexual?


Sim, a mulher pode engravidar na sua primeira relação sexual. É necessário o uso de, pelo menos, um dos vários métodos contraceptivos. O que decide se a mulher engravida, não é o número de vezes que tem relações, mas a ausência de contraceptivos e o momento do ciclo menstrual da mulher.

Um ciclo menstrual é o período de tempo que ocorre desde o 1º dia da menstruação até ao dia antes da menstruação começar, no mês seguinte.
Geralmente um ciclo tem entre 28 a 32 dias, podendo variar. Os ciclos dependem de mulher para mulher, tal como a mesma mulher tem vários ciclos menstruais ao longo da vida. Ao 14º dia do ciclo dá-se um fenómeno denominado ovulação, caracterizado pela expulsão do óvulo de uma das Trompas de Falópio . Muitas jovens têm a sua primeira relação sexual quando estão na fase de ovulação, pois é nesta fase que a produção de estrogénios atinge o auge, provocando o aumento da líbido e consequente desejo sexual.
Actualmente, com o início precoce das relações sexuais, muitas jovens engravidam no mês em que seriam menstruadas pela primeira vez.

Toda a jovem ou mulher que queira iniciar a sua vida sexual deve consultar um ginecologista. Só um profissional qualificado vai saber indicar qual a melhor forma de contracepção para cada mulher.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

As mulheres preferem fazer sexo com ou sem preservativo?


A preferência pelo uso ou ausência de preservativo prende-se com as crenças e valores de cada mulher numa relação sexual. Mulheres que valorizem mais relações protegidas por medo de doenças ou desconfiança no parceiro, preferem relações com preservativo, mesmo que isso implique menor sensibilidade. Mulheres que valorizem o prazer em detrimento da segurança preferem relações sexuais desprotegidas.




Deve-se, contudo, desmistificar a questão da menor sensibilidade nas relações com o uso de preservativo. Actualmente existem vários tipos de preservativos no mercado, disponíveis em farmácias ou supermercados. Deste modo, os preservativos que podem ter a característica de diminuir a sensibilidade no coito será o tipo retardante (retarda o orgasmo). No entanto, se comprarem preservativos extra finos, não terão esse tipo de problemas no que respeita à sensibilidade local.


Assim, o ideal é que cada casal escolha o preservativo adequado ao objectivo da relação (liso, estriado, com sabor, com cor, etc...), ou o preservativo que melhor satisfaz o casal.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Porque é que algumas mulheres são viciadas em sexo, tal como os homens?


A uma mulher viciada em sexo chama-se ninfomaníaca. Para os homens o mesmo fenómeno designa-se de satiríase. Ambos se caracterizam pela apresentação expontânea de níveis elevados de desejo e de fantasias sexuais, aumento da frequência sexual com compulsividade ao acto, controlo inadequado dos impulsos e grande sofrimento.


A ninfomania é considerada uma doença, uma compulsão, idêntica à compulsão face aos alimentos, das bulimias.


Pensa-se de senso comum que uma mulher com ninfomania deseja ter actos sexuais incessantes, mas a realidade não possui qualquer ligação com este mito. Uma mulher considerada ninfomaníaca, pode na realidade, não conseguir satisfazer os seus desejos sexuais e por isso sentir a necessidade de ter vários actos sexuais seguidos, para uma tentativa de atingir o orgasmo. Este acto sexual é seguido por culpa e em seguida novo impulso sexual para outro acto (compulsões).


Ser ninfomaníaca é um dos sintomas que se desenvolve com a perturbação de personalidade bipolar (maníaco-depressivo), na fase maníaca, com contraposição à fase depressiva. Na fase maníaca, que envolve delírio de poder e euforia, a mulher pensa que tem poder de sedução superior às outras mulheres e procura o sexo como mais uma fonte de alívio para os seus dissabores, muitas vezes sexo de risco, sem nenhuma escolha de parceiro e em regra sem o uso de preservativo.
A Unidade de Educação Sexual deixa uma sugestão para a compreensão do comportamento de uma mulher ninfomaníaca.
"Diário Proíbido" um filme baseado no livro "Diário de uma ninfómana".
Valére é uma jovem francesa ninfomaníaca que faz questão de registar as suas confissões mais íntimas no seu diário secreto.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Porque é que alguns frutos tropicais excitam as mulheres?

Muitos frutos tropicais têm efeitos afrodisíacos. Os afrodisíacos são elementos que evocam ou estimulam o desejo sexual. Os estudos são inconclusivos relativamente ao real efeito estimulante de alguns alimentos, ervas e outros suplementos, na produção de hormonas ou outras substâncias que influenciam a libido. A libido é algo difícil de estudar, o que também não tem permitido muitos estudos na área.



Os cientistas entre os quais psicólogos, consideram que o efeito destas frutas está relacionado com as profecias auto-confirmatórias, ou seja, a pessoa acredita tanto nos efeitos que acaba por se auto-motivar para a estimulação, produzindo as hormonas necessárias à estimulação da libido.



Contudo, alguns estudos mostram existir frutas e outros alimentos com potencial de estimulação. Nesse grupo podemos encontrar o Anis, o Abacate, as Bananas, o Manjericão, Cardomomo, o Chocolate, a Cenoura, a Pimenta, o Pepino, o Figo, o Alho, o Gengibre, o Mel, o Alcaçuz, a Noz-Moscada, as Ostras, o Mamão, o Pinhão.


Pode-se concluir que estes efeitos afrodisíacos dependem da sensibilidade de cada indivíduo para a estimulação da libido.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Porque é que algumas mulheres têm vontade de urinar durante o acto sexual?


Muitas mulheres desconhecem que durante o acto sexual, nomeadamente, durante ou após o orgasmo, conseguem ejacular. Muito embora todas as mulheres tenham essa capacidade, nem todas alcançam este fenómeno e não precisam dele para atingir o orgasmo.


Na totalidade dos casos em que este fenómeno se observa, a ejaculação feminina ocorre após a estimulação ritmada do clítoris e do ponto G.


"Esta expulsão convulsiva de fluídos ocorre sempre no apogeu do orgasmo e simultaneamente com ele. As profusas secreções que saem com o orgasmo não têm um objectivo lubrificador, pois nesse caso seriam produzidas no início do coito e não no auge do orgasmo." (Ernst Grãfenberg, sexólogo)


O líquido que as mulheres sentem ao ser expelido durante a "ejaculação" é claro, às vezes leitoso, ralo e geralmente sem odor. Pesquisas comprovaram que a composição é semelhante ao líquido produzido pela próstata nos homens. Apesar de muitas vezes se poder pensar que se vai urinar, o líquido não contém ureia e não provém da bexiga. No momento que antecede a ejaculação, a sensação mostra-se semelhante à vontade de urinar. Por este motivo, muitas mulheres param a ejaculação por medo ou vergonha, com receio de urinar no parceiro. Seria impossível a mulher urinar no momento do orgasmo, uma vez que, o músculo contraido na altura do clímax é o mesmo que contém a urina, assim a urina não pode ser libertada.


Se a vontade de urinar aparecer logo após a penetração, sem estar perto do orgasmo, a mulher poderá ter uma infecção urinária ou outros problemas ginecológicos e deverá dirigir-se ao ginecologista. Se essa sensação ocorre perto do orgasmo, é natural e saudável, e deve viver o momento da melhor forma possível.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Porque é que as mulheres muitas vezes simulam o orgasmo?


Sendo o orgasmo o clímax de uma relação sexual torna-se, aparentemente, incompreensível aos homens o porquê das mulheres o simularem. Contudo, é necessário compreender o porquê da necessidade desta mulher simular o orgasmo. Perceber o estado da comunicação e a qualidade da relação afectiva e sexual dessa mulher, que se reflecte na pouca confiança em relatar ao parceiro as suas dificuldades em atingir o orgasmo.


É difícil saber se a mulher finge o orgasmo para agradar o parceiro ou terminar a relação sexual mais depressa. Ambos podem acontecer. Quando as mulheres consideram que a relação está desadequada, podem fingir orgasmos para que a relação sexual termine rapidamente.


A simulação de um orgasmo pode ocorrer quando a mulher tem medo de perder o parceiro. Este caso acontece em mulheres que não conseguem ter orgasmos (disfunção sexual), ou em casais cujo homem só acredita no prazer da mulher quando esta atinge o orgasmo. Neste último caso, é importante os homens deixarem o mito de lado, não é porque o orgasmo não foi alcançado que não existiu prazer na relação.


O homem não costuma perceber quando a mulher tem um orgasmo, ou está apenas a fingir. Ao contrário do masculino, que é correlacionado à ejaculação, o orgasmo feminino manifesta-se por contracções subtis da vagina, o que dificulta a sua percepção.


Deste modo, é preciso primeiro, que a mulher conheça o seu corpo e saiba alcançar o prazer, sozinha. Além disso, é preciso uma conversa franca e de qualidade entre o casal.